
Conheça quem está
por trás do EducaMente
Meu nome é Germana Soares, resido na cidade de Ubá, Minas Gerais. Atuo na área da educação á 10 anos e atualmente sou professora do ensino fundamental. Além do mais, atuo como estagiária no Centro de Pesquisas e Práticas em Psicologia Nise da Silveira (NISE), realizando atendimento clínico de crianças, adolescentes, adultos e idosos.
Desde que iniciei no curso de Psicologia venho refletindo sobre a saúde mental do professor, principalmente pós a pandemia. Além disso, tenho interesse profundo em temas como tecnologia, música, e esporte, e gosto de explorar novas culturas sempre que posso. Atualmente, sou a desenvolvedora desse blog e outros materiais educativos, focando em temas como bem-estar docente e saúde mental na educação. Sinta-se à vontade para acompanhar minha jornada e explorar o EDUCAMENTE.
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O que é o EducaMente?

O “EducaMente” surgiu com apartir de uma inquietação e através de queixas de professores(as) sobre a docência e seus desafios. Além disso, tem o intuito de integrar educação e desenvolvimento emocional, pois o aprendizado não deve se limitar apenas a transferência de conteúdos, mas inclui também o fortalecimento das competências socioemocionais alunos e principalmente de professores. É fundamental também fortalecer as competências socioemocionais de alunos e, especialmente, de professores, que são os que passam mais tempo com os estudantes. O foco do projeto é conscientizar sobre a importância da autorregulação, empatia e resolução de conflitos, promovendo o bem-estar e o crescimento pessoal tanto dentro quanto fora do ambiente escolar.
Pesquisa de educação socioemocional
O questionário foi desenvolvido e aplicado com o intuito de avaliar as percepções dos professores sobre suas competências socioemocionais, níveis de estresse no ambiente de trabalho, as percepções de si, do outro e do futuro, das práticas e e as soluções temporárias utilizadas pelos mesmos que ajudam no bem-estar e principalmente na qualidade das relações interpessoais no contexto escolar. A amostra foi composta por 23 professores da rede pública e particular, sendo 23 mulheres. A faixa etária variou entre 25 e 60 anos. Os participantes atuam principalmente no ensino fundamental 73,9%, e 56,5% são professores do ensino infantil. Além disso, a maioria possui entre 4 e 10 anos de experiência docente (91,3%).
A informação abaixo veio para reforçar e comprovar a importância de se trabalhar com educação socioemocional, fundamentando a necessidade dessa abordagem.


Principais dados
Jornada de trabalho
A jornada de trabalho dos professores tem um grande impacto sobre suas vidas pessoais e profissionais, pois cargas horárias excessivas podem comprometer a qualidade de vida, afetar a saúde física e mental, e reduzir a energia e o foco necessários para um ensino de qualidade.



Para suavizar as exigências do trabalho é importante realizar tarefas que aliviam a prática docente como: intervalos programados ( pausas), atividades de descompressão (alongamentos, meditação), apoio e troca de colegas, workshops ( que permitam a troca de informações entre os professores e se sintam mais preparados) e dinâmicas para descontrair ( tanto para os alunos, quanto para os professores) e também fora do âmbito profissional, pois são importantes para o equilíbrio entre corpo e mente, afim de ajudar a reduzir o estresse e a ansiedade do dia a dia e da vida pessoal, sabendo disso listamos as principais formas de aliviar a sobrecarga elencadas no questionário: Lazer e atividades físicas, entretenimento, convívio Social, entre outras Atividades.
Motivação no trabalho
A motivação dos professores no ambiente escolar é primordial para garantir um ensino de qualidade e um clima organizacional positivo, pois impacta no desempenho dos alunos, diminui a rotatividade de professores e de atestados médicos e redução do estresse e burnout.

O olhar de si




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Ao perguntar como reagem a frustração, muitas professoras responderam que a frustração aparece com sentimentos de raiva, ansiedade, tristeza e, muitas vezes, o corpo reage de forma a provocar insônia, dores de cabeça, tensão muscular, choro, isolamento, leves esquecimentos, pensamentos ruminativos, estresse, dores no peito e tremores. Além disso, elas mencionaram que sentem vontade de se esquivar do ambiente e desistir do que estavam fazendo.
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Além disso, relataram que lidam com a frustração de diversas formas: superando-a, lendo, ouvindo podcasts, fazendo orações, ficando sozinhas para digerir os fatos, conversando com alguém de confiança, pedindo conselhos, verbalizando na terapia e tentando recalcular a rota. Algumas não souberam como responder.
O olhar para o outro
O olhar para o outro tem como proposito de perceber como desenvolvemos a nossa capacidade de escutar o outro de maneira atenta, estabelecendo as necessidades do próximo e construindo relações mais saudáveis e colaborativas. Este olhar é essencial para promover o apoio mútuo, tanto no ambiente pessoal quanto profissional. No contexto educacional permite que os professores, percebam as emoções e necessidades de seus alunos, promovendo um ambiente de aprendizado mais inclusivo e acolhedor.



Metas a longo prazo
Pensar em metas a longo prazo, é pensar em um papel importantíssimo na saúde mental, pois ajudam a construir propósito, averiguar a situação se pode ser controlada ou se é independente das ações e a motivação, aliados ao bem-estar emocional ao longo do tempo. Ter objetivos claros para o futuro contribui para o desenvolvimento de resiliência, aumenta a autoestima, redução a ansiedade e trás um equilíbrio entre trabalho e lazer.

As metas que os professores estabeleceram têm como propósito investir em formações, aprofundar seus estudos, realizar desejos pessoais — desde os mais simples aos essenciais para a vida — como viagens, perda de peso, autocuidado, alimentação saudável, finanças, estabilidade no emprego e melhor organização do tempo.
Dados sobre Saúde e Bem-Estar dos Professores
Esses dados oferecem uma visão abrangente das condições de saúde e dos hábitos dos professores, destacando tanto os aspectos positivos quanto as áreas que requerem atenção para promover uma melhor qualidade de vida e bem-estar. A prática regular de atividade física e a qualidade do sono são aspectos que podem ser melhorados. Além disso, o uso de medicações indica a necessidade de cuidados com a saúde mental e física dos docentes.
1. Qualidade do Sono:
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56,5% dos entrevistados dormem de 7 a 8 horas por noite e 43,5% dormem entre 3 a 6 horas.
2. Alimentação Saudável:
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78,3% afirmaram que, às vezes, têm hábitos alimentares saudáveis e 21,7% possuem hábitos alimentares saudáveis regularmente.
3. Prática de Atividade Física:
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60% dos entrevistados praticam atividades físicas, 40% não praticam atividades físicas e 5% praticam de forma esporádica.
4. Uso de Medicações:
Uma boa parte dos entrevistados faz uso de medicações, incluindo:
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Puran
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Sertralina
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Anticoagulantes
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Remédios para ansiedade (como Escitalopram, Desvenlafaxina, Alprazolam)
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Roustovastatina
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Duloxetina
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Divena
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Anticoncepcionais
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Remédios para pressão arterial
Referências bibliográficas
Aqui estão as principais referências encontradas sobre habilidades socioemocionais.
Competências socioemocionais de professores: avaliação de habilidades sociais educativas e regulação emocional
JUSTO, Alice Reuwsaat; ANDRETTA, Ilana
A educação socioemocional e suas implicações no contexto escolar: uma revisão de literatura
MOTTA, Pierre Cerveira
ROMANI, Patrícia Fasolo
Autorregulação da aprendizagem: contribuições da psicologia educacional para a formação de professores
BORUCHOVITCH, Evely
Segundo Justo e Andretta (2020), "um dos fatores que contribuem para a melhora no desempenho acadêmico e competências socioemocionais dos alunos, assim como para melhora no clima de sala de aula e qualidade da relação professor-aluno têm sido as competências socioemocionais dos professores."
https://pepsic.bvsalud.org/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1414-69752020000100011
O trabalho dos autores buscou identificar alguns programas de intervenção de educação socioemocional onde realizados em escolas.
http://educa.fcc.org.br/scielo.php?pid=S2175-35202019000200006&script=sci_arttext
O artigo discorre sobre os constructos referentes aos modelos de aprendizagem autorregulada e como tudo contribui para a formação de professores.
https://www.scielo.br/j/pee/a/HYqxtDHyj84FGcJKzHCCMSQ/#
Psicóloga
Pedrita Reis
Doutora e mestre em Psicologia pelo Programa de Pós-Graduação em Psicologia pela Universidade Federal de Juiz de Fora. Possui graduação em Psicologia pelo Centro de Ensino Superior de Juiz de Fora (2011). Pesquisadora do NUPES (Núcleo de Pesquisa em Espiritualidade e Saúde - UFJF). Professora no Curso de Psicologia do Centro Universitário UniAcademia - Juiz de Fora. Psicóloga Clínica na Entre Laços - Psicologia e Formação Continuada. Membro do GT Psicologia e Religião da ANPEPP.
Psicopedagoga
Erika Cristina Mendes de Almeida Bomfim de Paula
Professora regente dos anos iniciais da Rede Estadual de Minas Gerais (nomeada desde 2013) atuando na vice direção (cargo comissionado desde 2016); Professora regente dos anos iniciais da Rede municipal de Visconde do Rio Branco (nomeada desde 2014);
Atendimento psicopedagógico (crianças, adolescentes e idosos) em consultório particular (2016- 2023);
Formação acadêmica: Graduação em PEDAGOGIA pela Universidade Luterana do Brasil (ULBRA/2012); Pós graduação (lato sensu) em PSICOPEDAGOGIA CLÍNICA E INSTITUCIONAL pela Faculdade Governador Ozanam Coelho (FAGOC/2014); Pós graduação (lato sensu) em NEUROCIÊNCIAS APLICADA A EDUCAÇÃO pela Universidade Federal de Lavras (UFLA/2023); Pós graduação (lato sensu) em METODOLOGIAS ATIVAS NA EDUCAÇÃO BÁSICA pela Universidade Federal de Itajubá (UNIFEI/2024).
Cuidado e gestão da saúde mental tanto na vida pessoal quanto no cotidiano da sala de aula.
Dicas
Educação Não Violenta
Autora: Elisama Santos
O livro orienta e indica práticas educativas que priorizam empatia e comunicação, em vez de punições. A autora orienta pais e educadores a acolherem as emoções das crianças e de nós adultos promovendo relações mais respeitosas e o desenvolvimento emocional saudável.

Psicologia na prática
Alana Anijar
Alana Anijar, psicóloga, especialista em Terapia Cognitivo Comportamental. Seu podcast trás conteúdos semanais de forma prática, simples e acessíveis para que possa aplicar os conceitos da Psicologia no dia-a-dia. Os temas abordados são: Saúde mental, autoestima, autoconhecimento, inteligência emocional

Série
This is us - Amazon e Globo play
This Is Us explora, sob uma lente psicológica e emocional, as complexidades das relações familiares e o impacto das experiências passadas sobre a identidade e a dinâmica entre pais e filhos. A série revela como eventos de vida e padrões familiares moldam cada personagem, abordando temas de apego, trauma e resiliência ao longo das gerações.

Para dar nome as coisas
Natália Sousa
Neste podcast Natália compartilha histórias que viveu e que só contaria numa mesa de boteco, no sofá de casa ou num divã de psicanalista - de um jeito beeeem diferente. A cada podcast é uma viagem sobre medo, fracasso, coragem, recomeço, dor e tudo o mais que atravessa uma vida viva.


